domingo, 30 de novembro de 2014

Anderson Nascimento - Campeão de 2013



          Esse é o Anderson Nascimento, um dos nossos primeiros alunos (começamos com 5 e ele era um deles). Veio pré-preparado, pois sempre muito dedicado e esforçado, fazia os exercícios e atividades sem reclamar, mesmo que fossem 80 questões.
          Fazia curso de inglês todas as terças e quintas, mas sempre foi um exemplo de organização. Poderíamos pegar o caderno dele numa quarta ou sexta, que a matéria do dia anterior estava lá, pois ele copiara sempre com a mesma organização. Tinha uma qualidade notável: HUMILDADE. Sempre queria que todas as pessoas ao redor dele fizessem os exercícios e fazia juntos com os colegas, os ajudava e orientava a turma nos estudos, sempre com muita paciência e calma.
         Nunca reclamara das aulas aos sábados, feriados e em plenas férias escolares. Muito pelo contrário, quando não tinha aula na escola, ele vinha nos dois horários! Não reclamou quando a prova do SESC, caiu no dia de seu aniversário.
         Em outubro, ele fez a prova para o Colégio Estadual Hebe Camargo, mas precisamente no dia 13 de outubro, o gabarito saíra na mesma noite e ele percebeu que das 40 questões, tinha feito somente 17 acertos. Fui dormir triste aquela noite, chorava eu, chorava ele e chorava a mãe dele, a dona Janete Nascimento. Ele me afirmava que estava errado o gabarito, e resolvi olhar a prova e constatei que realmente as alternativas estavam erradas. E no dia 14 de outubro, eu, Nivia e Welington passamos a tarde pesquisando em livros e enciclopédias páginas que respaldassem as nossas afirmativas de que aquelas questões estavam erradas. Tiramos tantas cópias que a tinta da minha impressora acabou. Mas valeu a pena! No dia seguinte, Anderson foi com sua mãe a sede da empresa que organizara a prova. A princípio não acreditaram muito nele, mas ele provou que estavam errados e o gabarito foi trocado. De 17 questões, Anderson foi para 29, passando em sétimo lugar no processo seletivo.
        Eu aprendi nesse dia que não poderia desistir nunca, que sempre teria que lutar pelos meus objetivos. Como disse Dr. House: "Você não é derrotado quando perde. Você é derrotado quando desiste."
        Depois veio a prova da FAETEC, sua mãe com dificuldade, vendeu um bolo para ter o dinheiro para pagar a inscrição da prova. A impressão do boleto estava muito fraca e não conseguiu ser lida no banco e, no último dia de pagamento, conseguiu pagar numa das casa lotéricas. Anderson foi fazer a prova despreocupado, pois sabia que passara no C.E. Hebe Camargo. Acertou 41 das 48 questões da prova, passando em segundo lugar no curso de Química, um dos mais concorridos!
       Aí veio a dúvida: Para qual escola irei? Talvez uma das melhores dúvidas da vida dele, pois é muito bom passar em mais de uma instituição de ensino. Passei três horas com ele ao telefone orientando para onde deveria ir. Disse que ele deveria seguir o coração dele, que mesmo apesar de termos batalhado muito pelo C.E. Hebe Camargo eu não ficaria chateado se ele fosse para a FAETEC. O grande sonho dele era fazer Química e depois de muitas horas de conversa, ele resolveu seguir seu sonho.
      Hoje ele está muito feliz fazendo seu curso de Química, é um aluno exemplar e destaque. Também vai participar de um acampamento chamado "Access Camp 2015" pela embaixada americana; lá ele só falará Inglês, aprimorando assim seus estudos no idioma. 
    Ele me ensinou a correr atrás dos meus sonhos sem reclamar e com uma simplicidade fora de série. Muito obrigado pela confiança, Anderson Nascimento!

Texto: Victor Terra

Campeões de 2013

          Esse é o nosso time de campeões aprovados no ano passado. Alguns em mais de uma escola! São alunos que chegaram com dificuldades, mas não desistiram. Correram atrás, estudaram sem cessar um ano inteiro e colheram os frutos, mostrando assim que sempre vale a pena correr atrás dos nossos objetivos! 
          Agora estamos aguardando ansiosamente os resultados para sabermos que serão os campeões de 2014!


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cronogramas dos Concursos


Se você for fazer ou já fez a prova da CTUR, PEDRO II, CEFET, FAETEC ou o Programa Dupla Escola, esse cronograma facilitará a sua vida. Por isso, fique ligado as datas mais importantes dos processos seletivos abaixo:
  • 12/11/2014 - Divulgação do cartão de confirmação (CTUR).
  • 16/11/2014 - Prova objetiva da CEFET
  • 20/11/2014 - Consulta a imagem do cartão resposta (CEFET).
  • 27/11/2014 - Resultado da redação do programa Dupla Escola (C.E. Erich Walter Heine e C.E. Hebe Camargo).
  • 28/11/2014 - Relação final de notas das provas objetivas (CEFET).
  • 29/11/2014 - Divulgação do cartão de confirmação FAETEC.
  • 30/11/2014 - Prova da CTUR.
  • 30/11/2014 - Prova do Pedro II.
  • 01/12/2014 - Divulgação do gabarito CTUR.
  • 01/12/2014 - Divulgação do cartão de confirmação da prova discursiva da CEFET.
  • 01/12/2014 - Divulgação do gabarito do Pedro II.
  • 07/12/2014 - Prova discursiva da CEFET.
  • 07/12/2014 - Prova da FAETEC.
  • 08/12/2014 - Divulgação do gabarito da FAETEC.
  • 18/12/2014 - Resultado final dos aprovados no programa Dupla Escola.
  • 24/12/2014 - Divulgação do resultado da redação do Pedro II.
  • 02/01/2015 - Resultado da 1ª convocação do Pedro II.
  • 06/01/2015 - Matrícula dos alunos aprovados na 1ª convocação do Pedro II.
  • 06/01/2015 a 12/01/2015 - Confirmação de matrícula dos aprovados no programa Dupla Escola.
  • 08/01/2015 - Resultado final da FAETEC.
  • 08/01/2015 - Relação final de notas da prova discursiva da CEFET.
  • 09/01/2015 - Resultado final da CEFET.
  • 09/01/2015 - Resultado da 2ª convocação do Pedro II.
  • 13/01/2015 - Divulgação do resultado final da primeira classificação CTUR.
  • 13/01/2015 a 14/01/2015 - Matrícula dos aprovados na CEFET nas suas respectivas unidades.
  • 13/01/2015 - Matrícula dos alunos aprovados na 2ª convocação do Pedro II.
  • 14/01/2015 a 21/01/2015 - Matrícula dos candidatos aprovados na FAETEC.
  • 19/01/2015 a 22/01/2015 - Período de matrícula (CTUR).
  • 19/01/2015 - Divulgação da 1ª Reclassificação da CEFET.
  • 21/01/2015 - Matrícula da 1ª Reclassificação da CEFET. 
  • 23/01/2015 - Divulgação da 2ª Reclassificação da CEFET.
  • 26/01/2015 - Matrícula da 2ª Reclassificação da CEFET.
  • 27/01/2015 - Divulgação da 2ª Reclassificação CTUR. 
  • 27/01/2015 - Divulgação da 1ª Reclassificação da FAETEC.
  • 28/01/2014 a 29/01/2014 - Matrícula dos candidatos aprovados na 1ª reclassificação da FAETEC.
  • 28/01/2015 - Divulgação da 3ª Reclassificação da CEFET.
  • 29/01/2015 - Matrícula da 2ª Reclassificação CTUR.
  • 29/01/2015 - Matrícula da 3ª Reclassificação da CEFET.
  • 27/01/2015 - Reclassificação do processo seletivo do programa Dupla Escola.
  • 28/01/2015 a 30/01/2015 - Confirmação de matrícula dos alunos reclassificados do programa Dupla Escola. 
  • 02/02/2015 - Terceira Reclassificação (CTUR).
  • 04/02/2015 - Matrícula da terceira reclassificação (CTUR).
  • 04/02/2015 - Divulgação da 2ª Reclassificação da FAETEC. 
  • 05/02/2015 a 06/02/2015 - Matrícula dos candidatos aprovados na 2ª reclassificação da FAETEC.
  • 11/02/2015 - Divulgação da 3ª reclassificação da FAETEC.
  • 12/02/2015 a 13/02/2015 - Matrícula dos candidatos aprovados na 3ª reclassificação da FAETEC.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Terceiro Simulado


Realizamos hoje o nosso terceiro e penúltimo simulado antes da prova da FAETEC. Segue abaixo o gabarito e o nosso TOP 10 com os alunos mais bem pontuados:
Língua Portuguesa          Matemática
1 - C                                25 - B
2 - D                                26 - D
3 - B                                27 - C
4 -E                                 28 - C
5 - E                                29 - D
6 - A                                30 - A
7 - E                                31 - B
8 - A                                32 - E
9 - B                                33 - A
10 - D                              34 - C
11 - C                              35 - D OU E
12 - B                              36 - B                  
13 - D                              37 - A
14 - D                              38 - A
15 - A                              39 - C
16 - E                               40 - D
17 - E                               41 - E
18 - D                               42 - D
19 - C                               43 - E
20 - B                               44 - B
21 - A                               45 - D
22 - E                               46 - E
23 - A                               47 - C
24 - C                                48 - E




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Leia o Conto "Um Apólogo" de Machado de Assis





Um Apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!


Quem foi Machado de Assis?


Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839  — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boemia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.
Sua extensa obra constitui-se de nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881).Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, "Quincas Borba", "Dom Casmurro", "Esaú e Jacó" e "Memorial de Aires", ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que se notam traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista. Sua primeira fase literária é constituída de obras como "Ressurreição", "A Mão e a Luva", "Helena" e "Iaiá Garcia", onde notam-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.
Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade e outros. Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

Algumas frases de Machado de Assis:
"Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular."

"O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto."

"Dormir é um modo interino de morrer."

"A vaidade é um princípio de corrupção."

"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.

"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar."

"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito."

"A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal."

"A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente."

"A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente."


Liga da Leitura: UM APÓLOGO



Na próxima quinta (20/11/2014), às 14:00, estaremos analisando o conto "Um Apólogo" de Machado de Assis.

O encontro será um grande bate-papo dos nossos alunos com as universitárias Maria Neide, Angélica Fonseca, Juliana Teixeira e Barbara Araujo. Cada uma trará uma análise deste conto maravilhoso e curto de Machado de Assis.

"Apólogo" é um gênero alegórico onde as coisas e os animais falam, com o objetivo de transmitir lições de vida. 

O conto aborda a importância e o valor dado a várias funções, também podemos observar o orgulho e a vaidade. O texto é da década de 80 do século XIX, é um retrato da sociedade da época que não foge muito da sociedade do século XXI. Por isso que o Bruxo do Cosme Velho é atemporal. Viva Machado de Assis!




Vamos sair da zona de conforto! É hora de estudar...